I'm Just Trying to Be a Better Person. My Name is,
EKL!
Hoje trago-vos mais uma boa história contada em português do Brasil, de forma competente e muito fluida. O filme chama-se “A Mulher Invisível” e vale mesmo a pena assistir!
Algures no Rio de Janeiro, o sensível Pedro, adora a sua mulher Marina, e naturalmente espera uma vida convencional, casado e com filhos. Na porta do lado vive Vitória (representada de forma muito interessante por Maria Manoella), casada com um policia duro e mal educado, e sonha com o romantismo de Pedro, que ela ouve através da parede que liga a sua cozinha à sala do lado.
Marina revela a Pedro que está grávida… só que o pai não é ele, mas sim um amante alemão… e abandona-o, deixando-o bastante deprimido. O seu melhor amigo, Carlos, convence-o a ter sexo com todas as mulheres…. Pedro tem um colapso, e decide ficar sozinho. Uma noite a bela Amanda (representada pela magnificamente bela Luana Piovani) bate à porta de Pedro para lhe pedir uma chávena de açúcar para fazer um bolo… apaixonam-se imediatamente, o que permite a Pedro recuperar o sentido da sua vida. Amanda é tudo o que Pedro sempre sonhou… Numa cena deliciosa, Pedro chega a casa e é recebido por Amanda que está a limpar o pó, em lingerie… porque não queria sujar o vestido!
Alguns críticos classificam este “A Mulher Invisível” como um filme vazio e predizível… mas na realidade, para além de ser um filme divertido, conta-nos uma história simples e acabamos por dar por bem empregue o nosso tempo.
O filme funciona baseado nas performances de Pedro e de Amanda (A Luana Piovani é indiscutivelmente uma das mulheres mais belas e sexys do cinema actual, e personifica mais uma vez a mulher ideal e perfeita!!!). A bela Vitória acaba por completar este trio amoroso.
Este é um daqueles filmes que não trazendo nada de novo em termos de cinematografia, acaba por se revelar um bom filme!
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EKL!
Nos últimos tempos temos assistido a um surgimento de um novo cinema brasileiro. Chegaram-me recentemente às mãos dois filmes desta “nova vaga” do cinema brasileiro.
O primeiro, “Era Uma Vez…” é inspirado no clássico “Romeu & Julieta” de Shakespeare, abrindo-se assim enormes possibilidades de criar clichés. A velha história da menina bonita e rica (ou como chamam no Rio, Patricinha), que se apaixona pelo rapaz pobre, e sem estudos, oriundo de um bairro pobre (o chamado favelado). Grande parte do filme passa-se na favela do Cantagalo, que fica mesmo atrás de Ipanema. Infelizmente são frequentes os episódios de cidadãos de Ipanema que são apanhados por balas perdidas do Cantagalo… Este filme tem tudo para ser o típico filme das favelas…. Mas não é! Vai muito além disso! As interacções dos personagens secundários com os dois principais, as suas opiniões, os preconceitos que nos provocam, sem nós querermos. Uma história destas não acontece todos os dias….
O filme mostra como o lado “bom”, rico, bonito e elegante, devido aos seus preconceitos e medos, oprime, faz julgamentos precipitados, e acaba por destruir vidas, e até criar os próprios criminosos que tanto receia.
À primeira vista, as decisões do personagem principal são estúpidas. Mas… não o são! O personagem principal cresceu na favela, rodeado de medo, a pensar que ele nunca seria alguém como os outros jovens da praia, do lado bom da cidade. É este jovem oprimido e reprimido que até tem vergonha de revelar à rapariga que ele ama, que trabalha no bar da praia. E tudo isto acaba por afectar as suas decisões, porque acredita que os ricos nunca o irão compreender, e que ele deve ter medo deles!
Sim, há muitos clichés neste filme, mas também encontramos excelentes trabalhos de realização, e actores de elevado calibre. A abordagem é refrescante e bela, com um final muito forte e poético, apesar de ser difícil de aceitar… e não é aquele final feliz a que muito possivelmente esperaríamos assistir!
Deixo-vos o trailer:
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EKL!
Hoje é um dia de festa… o meu irmão celebra o seu aniversário… e por isso trago-vos uma das musicas que me habituei (cortesia dele, claro) a ouvir desde muito pequeno….
Well, I just got into town about an hour ago
Took a look around, see which way the wind blow
Where the little girls in their
Are you a lucky little lady in The City of
Or just another lost angel...City of
City of
Drive thru your suburbs
Into your blues, into your blues, yeah
Into your blue-blue Blues
Into your blues, ohh, yeah
I see your hair is burnin'
Hills are filled with fire
If they say I never loved you
You know they are a liar
Drivin' down your freeways
Midnite alleys roam
Cops in cars, the topless bars
Never saw a woman...
So alone, so alone
So alone, so alone
Motel Money Murder Madness
Let's change the mood from glad to sadness
Mr. Mojo Risin', Mr. Mojo Risin'
Mr. Mojo Risin', Mr. Mojo Risin'
Got to keep on risin'
Mr. Mojo Risin', Mr. Mojo Risin'
Mojo Risin', gotta Mojo Risin'
Mr. Mojo Risin', gotta keep on risin'
Risin', risin'
Gone risin', risin'
I'm gone risin', risin'
I gotta risin', risin'
Well, risin', risin'
I gotta, wooo, yeah, risin'
Woah, ohh yeah
Well, I just got into town about an hour ago
Took a look around, see which way the wind blow
Where the little girls in their
Are you a lucky little lady in The City of Light
Or just another lost angel...City of
City of
L.A. Woman, your my woman
Little
L.A. Woman c'mon
Deixo-vos aqui uma versão bastante próxima do original….
Happy Birthday,
EKL!
Quando vi o cartaz deste “Away We Go”, saltou-me logo à vista o nome do Realizador: Sam Mendes. Este é provavelmente o seu filme mais ousado. Para começar é difícil cataloga-lo… mas diria que é uma comédia, ao contrário dos anteriores filmes dele. Este filme leva-nos numa viagem pelos Estados Unidos (e Canadá) com o Burt e com a Verona, um casal que está a três meses de ter o seu primeiro filho. Estas pessoas também têm altos e baixos na vida, como toda a gente, mas confiam no poder do amor para se manterem à superfície. Eles têm os seus próprios ideais, e métodos, e é o amor que os une e ao bebé que os mantêm juntos. É interessante ver que o Sam não transformou este filme na típica comédia romântica de domingo à tarde. Todos esses filmes são muito agradáveis, mas na realidade são todos iguais. O Sam mantem-se fiel aos seus propósitos o que resulta num filme espectacular. Outro aspecto que apreciei bastante foi a banda sonora, com bastante musica indie. O seu compositor escolhido foi o Alexi Murdoch que escreveu músicas maravilhosas para este filme. Este é um excelente filme que vale por si próprio. Mais uma vez o Sam Mendes consegue um extraordinário trabalho de filmagem, e o elenco também é notavelmente dirigido. As personagens são pessoas reais a viver como qualquer um de nós. Até os personagens secundários são ricos e intensos. Cada um deles poderia ter um filme sobre a sua vida, com as suas próprias histórias e perspectivas diferentes, bem como o estilo de vida. Este é um filme sobre a vida e sobre as coisas que vamos encontrando ao longo da mesma.
Quando os pais do Burt decidem ir viver para a Europa, o Burt e a Verona decidem mudar-se para um sítio onde a criança possa crescer perto da família e dos amigos. Eles andam à procura de amor. Tentam com colegas, com família, com quase família, com ex-colegas da faculdade… tentam, e tentam encontrar o sítio perfeito para a criança crescer. À primeira vista pode parecer tarefa simples, mas como vamos compreendendo ao longo do filme, não o é.
O que distingue o Burt e a Verona é precisamente o facto de serem absolutamente normais. Comparando com outros casais que vamos vendo cruzar os seus caminhos ao longo do filme, eles são muito normais. Eles são pessoas normais com um sentido para a vida deles e com uma direcção que tentam seguir. Eles são espíritos livres, mas estão focalizados na tarefa que têm em mãos. É sempre bom ver pessoas que parecem pessoas com quem nós poderíamos manter relações de amizade, apenas porque são boas pessoas.
O site oficial está aqui!
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EKL!
No dia que marca o 10º aniversário da partida da grande diva do fado, deixo-vos este clássico, na sua versão original….
Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
Morreria no meu peito,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração.
Devido aos comentários que obtive no último post, hoje trago outra análise e critica a uma das músicas da minha vida.
A popular canção “Living on a Prayer” da banda Bon Jovi começa com a assunção de que esta história aconteceu à algum tempo… mas não muito! Aqui ficamos com a ideia de que se trata de um conto de fadas moderno. Contudo, ao lermos o poema, verificamos que é tudo menos um conto de fadas. O “Tommy” é um trabalhador das docas, e apesar de não ser um cavaleiro com a sua armadura brilhante, tenta sê-lo, chegando mesmo a colocar a sua guitarra (six string) numa loja de penhores. Como o príncipe encantado das histórias, o Tommy representa todos os homens, idealisticamente. Da mesma forma, “Gina” não é nenhuma princesa, mas como as mulheres reais, ela representa a dama em apuros, que precisa de ser protegida. Desta forma, o “Era uma vez” que surge na introdução sugere uma intenção irónica de contar uma história real de pessoas reais, sob a forma de conto de fadas!
Esta história relata factos históricos que aconteceram
Celebra-se exactamente hoje o trigésimo segundo aniversário do inicio desta greve, que foi muito selectiva. Os trabalhadores das docas apenas se recusavam a descarregar a mercadoria que era tratada posteriormente por máquinas, e assim roubava trabalho dos membros do sindicato.
Claro que sendo Tommy um jovem, e havendo menos trabalho, ele é prejudicado, uma vez que durante a greve os membros mais antigos do sindicato é que têm a preferência para os trabalhos que sobram.
Esta greve não foi apenas dura para o jovem Tommy… foi dura para toda a América. Dados históricos do Washington Post mostram que a costa Este perdeu 70% do tráfico marítimo.
Dezenas de milhares de empregados foram colocados em Layoff e esta greve teve um custo de 1.3 Biliões de Dólares. Curiosamente nesta altura, o peso dos brinquedos “Star Wars” era muito significativo.
Claro que a história do Tommy teve um final feliz. No dia 14 de Novembro, foi anunciado um acordo em que os trabalhadores dos portos recebiam virtualmente tudo o que exigiam, incluindo um aumento de 30% no salário, com retroactivos a 1 de Junho!
A questão que o Bon Jovi deixou uma grande questão por responder… O Tommy voltou ao trabalho, e no inicio de Dezembro, começou a descarregar brinquedos da Star Wars, e tinha um cheque generoso à sua espera. Será que ele foi capaz de comprar a sua velha guitarra de volta?
Deixo uma última nota sobre esta música. Apesar de todo o seu significado histórico, há uma linha de pensamento filosófica escondida nesta canção. A verdade é que esta música, não é uma musica de incentivo, nem de luta, nem de reacção. Esta música enquadra-se perfeitamente na linha de niilismo existencialista. Refiro-me em concreto ao verso:
“It doesn’t make a difference if we make it or not.”
Once upon a time
Not so long ago
Tommy used to work on the docks
Unions been on strike
He is down on his luck...it’s tough, so tough
Gina works the diner all day
Working for her man, she brings home her pay
For love - for love
She says we’ve got to hold on to what we’ve got
‘cause it doesn’t make a difference
If we make it or not
We’ve got each other and that’s a lot
For love - well give it a shot
Whooah, were half way there
Livin on a prayer
Take my hand and well make it - I swear
Livin on a prayer
Tommy’s got his six string in hock
Now he’s holding in what he used
To make it talk - so tough, its tough
Gina dreams of running away
When she cries in the night
Tommy whispers baby its okay, someday
We’ve got to hold on to what we’ve got
cause it doesn’t make a difference
If we make it or not
We’ve got each other and that’s a lot
For love - well give it a shot
We’ve got to hold on ready or not
You live for the fight when its all that you’ve got
I'm just trying to be a better person. My name is
EKL!
Hoje trago-vos uma música dos Red Hot Chili Peppers, de 1992. Esta música (Under the Bridge) foi a segunda extraída do álbum “Blood Sugar Sex Magik”. Baseada num poema do Anthony Kiedis, relata o sentimento de solidão e reflecte o impacto das drogas na sua vida. Curiosamente, o Anthony não acreditava que a musica se enquadrava no reportório dos Red Hot, e foi o produtor Rick Rubin que teve que lhe implorar para ele mostrar a música aos seus colegas! Quando leram o poema, ou colegas ficaram muito agradados, e começaram logo a escrever a música!
Foi com esta musica que os Red Hot entraram para o mainstream, e catapultou-os para os tops… Curiosamente, foi este sucesso repentino que levou à partida do guitarrista John Frusciante, que preferia a banda quando era menos conhecida, e não conseguiu lidar com a pressão do sucesso.
Quando escreveu este poema, Anthony Kiedis passava por um período em que se sentia perturbado e emocionalmente esgotado. Ele estava sóbrio à três anos, e sentia que isto o afastava dos seus colegas. Enquanto trabalhavam no Blood Sugar Sex Magik, o Frusciante e o Flea fumavam muitas vezes marijuana juntos e era normal ignorarem e negligenciarem o Kiedis… Este estado de depressão levou a que ele se lembrasse constantemente da sua anterior dependência de heroína e de cocaína, durante a sua relação anterior…
O desânimo que estava a viver, bem como as memórias da sua ex namorada Skye, e do uso de drogas, potenciaram os seus problemas emocionais: "the loneliness that I was feeling triggered memories of my time with Ione and how I'd had this beautiful angel of a girl who was willing to give me all of her love, and instead of embracing that, I was downtown with fucking gangsters shooting speedballs under a bridge”
Quando Kiedis começou a sentir a alienação dos seus companheiros, começou a crer que a cidade de Los Angeles era a sua única companhia: " I felt an unspoken bond between me and my city. I'd spent so much time wandering through the streets of
Apesar destas emoções, Kiedis acreditava que a sua vida era muito melhor, sem vícios de drogas.
Foi este optimismo que deu origem ao verso principal do poema: "I don't ever want to feel/Like I did that day/Take me to the place I love;" Em que o sitio que ele ama é a representação dos seus colegas, amigos e familia.
Um dos versos mais notáveis na canção fala sobre os efeitos das drogas duras, o seu papel na destruição de muitos relacionamentos passados Kiedis, e o impacto sobre sua felicidade. Baseada numa das experiências Kiedis, o verso de "Under the Bridge " mostra a forma como ele tentou infiltrar num gang localizado debaixo de uma ponte, fingindo que a irmã dum dos membros tinha sido sua noiva, apenas para comprar drogas. Apesar de ter tido sucesso, Anthony considera este um dos piores momentos da sua vida, porque demonstrou até onde é que ele estava disposto a descer de forma a alimentar o seu vicio. Ele não revela a localização da ponte, apenas dizendo que é na baixa….
Sometimes I feel
Like I don't have a partner
Sometimes I feel
Like my only friend
Is the city I live in
The city of angels
Lonely as I am
Together we cry
I drive on her streets
'Cause she's my companion
I walk through her hills
'Cause she knows who I am
She sees my good deeds
And she kisses me windy
I never worry
Now that is a lie
I don't ever want to feel
Like I did that day
Take me to the place I love
Take me all the way
It's hard to believe
That there's nobody out there
It's hard to believe
That I'm all alone
At least I have her love
The city she loves me
Lonely as I am
Together we cry
I don't ever want to feel
Like I did that day
Take me to the place I love
Take me all that way
Under the bridge downtown
Is where I drew some blood
Under the bridge downtown
I could not get enough
Under the bridge downtown
Forgot about my love
Under the bridge downtown
I gave my life away
I'm just trying to be a better person. My name is
EKL!
No dia em que coloco o meu post numero 200, trago-vos uma musica “clássica” dos Poison.
Esta banda surgiu em 1983, quando Bret Michaels se juntou com amigos para fazerem aquilo que mais gostavam… Rock n’Roll! A musica de hoje é o “Unskinny Bop” e é reveladora do estilo Glam Metal que na altura se praticava…. Um clássico moderno!
Whats got you so jumpy?
Why cant you sit still, yeah?
Like gasoline you wanna pump me
And leave me when you get your fill, yeah
Every time I touch you honey you get hot
I want to make love you never stop
Come up for air you push me to the floor
Whats been going on in that head of yours
Chorus:
Unskinny bop
Just blows me away
Unskinny bop, bop
All night and day
Unskinny bop, bop, bop, bop
She just loves to play
Unskinny bop nothin more to say
You look at me so funny
Love bite got you acting oh so strange
You got too many bees in your honey
Am I just another word in your page, yeah, yeah
Every time I touch you honey you get hot
I want to make love you never stop
Come up for air you push me to the floor
Whats been going on in that head of yours
Chorus
Youre sayin my love wont do ya
But that aint love written on your face
Well honey I can see right through ya
Well see whose ridin who at the end of the race
Solo
Whats right
Whats wrong
Whats left
What the hell is going on
Every Rose Has It's Thorn,
EKL!
Na BBC ontem à noite noticiaram aquela noticia que toda a gente esperava. No fundo, não passou da crónica de uma morte esperada, mas mesmo assim, deixou-me triste. A morte de Patrick Swayze era mais do que esperada, mas mesmo assim, não deixa de ser marcante, pela luta que durante os últimos anos ele travou contra o cancro. Infelizmente, foi derrotado!
A melhor forma que encontrei de recordar a memória dele, foi rever o ultimo filme protagonizado por ele. “Powder Blue” não teve nos cinemas o destaque que merecia, apesar de ser um extraordinário filme, com diversas histórias interligadas, tendo como pano de fundo as diversas intersecções da cidade de Los Angeles. Se à boa história juntarmos um elenco absolutamente fantástico, estamos na presença de uma formula de sucesso para a realização de um bom filme.
A acção deste filme desenrola-se nas ruas sombrias e pobres da cidade de Los Angeles, (um pouco como o “Solista” que já comentei neste espaço), focando a sua atenção na vida dos quatro personagens, que nos vão mostrando como é duro o seu dia a dia, com os seus problemas, até que acabam todos por se encontrar, por acaso, destino, por sorte... enfim, acabam por ver os seus caminhos cruzados.
A Jessica Biel continua a ser sempre absolutamente linda e é um prazer vê-la brilhar no papel de uma jovem mãe solteira, desesperada, com um filho às portas da morte, e cuja única esperança é trabalhar como stripper, de forma a manter o seu filho, e o seu vicio de cocaína! Absolutamente irreconhecível, o Patrick Swayze faz de “agente/dono” do clube de strip em que ela trabalha. O Ray Liotta faz de ex condenado, acabado de ser libertado, que tem um cancro em fase terminal, que acaba por descobrir através da personagem da Jessica que afinal a vida tem momentos bons. O Forrest Whitaker faz de um homem que se sente desesperado, por ter perdido completamente a vontade de viver, após perder a sua mulher, e que faz de tudo para ser morto. Para finalizar o leque de personagens principais, surge um jovem proprietário de uma casa mortuária, desempenhado por Eddie Redmayne, cuja existência solitária acaba, pelo destino, por encontrar o amor na personagem da Jessica Biel.
O filme é bastante forte, e a mensagem que transmite é que independentemente do desespero que cada um de nós pode experimentar na sua vida, há sempre a possibilidade de reencontrar a esperança, e que todos nós temos um destino. Independentemente das diferenças e da complexidade das pessoas, acabamos por ser todos iguais, na medida em que os nossos caminhos acabam por se cruzar, para ajudar-nos mutuamente, a alcançar um fim sereno e pacifico.
Este é um grande filme, com um elenco de alta qualidade, que nos mostra que a vida é uma dura luta, mas que com o apoio dos outros ( e nem sempre dos que nos rodeiam mais de perto), acaba por haver esperança.
So… let’s look at the trailer:
Hope is found in the darkest places,
EKL!