Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Os Media no Sec. XXI

Longe vão os dias em que na sua oficina, Gutemberg criou a impressão com caracteres móveis, que veio permitir o lançamento da indústria dos meios de comunicação social. No último século contudo, assistimos a uma grande revolução na comunicação social, integrando-se com outras indústrias e criando novas formas de distribuição. Com a integração dos computadores e das linhas de comunicação criou-se esta autentica auto-estrada de informação, onde o conhecimento circula instantaneamente por todo o mundo. Com o advento das redes sociais, como o twitter e o facebook, um facto que acontece isoladamente a um ser humano, poderá ser em poucos segundos divulgado a milhões de outros. O recente falecimento do Rei do Pop, Michael Jackson, é um excelente exemplo desta nova forma de divulgar a informação e o conhecimento. Antes de surgirem as primeiras informações “oficiais” já todo o mundo virtual tinha conhecimento da notícia. Antecipando esta nova forma de fazer o negócio, os Media começaram a fundir-se, não só entre si, mas também começaram a ser alvos preferenciais das empresas de conteúdos, que tinham assim acesso facilitado à informação que precisavam para disponibilizar aos seus utilizadores. Aquando da fusão entre a AOL e a Time Warner, quem surgiu em posição dominante foi o novo fornecedor de conteúdos, que literalmente engoliu o velho (e consolidado) grupo. Hoje em dia não são raros os enormes grupos que concentram em si a resolução de todas as necessidades de comunicação dos indivíduos: cinema, televisão, publicidade, vídeo on demand, telefone, e comunicação de dados são fornecidos globalmente por grandes grupos económicos, que para além de produzirem os conteúdos, também os distribuem. O sonho do mercado de informação e comunicação perfeito está ao virar da página, onde tudo surgirá integrado através de redes de fibra óptica e de satélites, sem fronteiras, que funcionam em tempo real, sem interrupções. A internet e o seu sucesso servem de modelo às novas formas de integração da comunicação e às soluções que os super operadores disponibilizam aos seus clientes. Nem a imprensa escrita escapa ao voraz apetite destes supergrupos, sendo que a maioria dos grandes jornais já pertence a estes conglomerados de empresas de comunicação. Raros são os títulos que não fazem parte desta enorme teia, e que devido a necessitarem de receitas publicitárias, acabam por ficar extremamente expostos à cobiça dos novos donos da informação. Quem se lembra das obras de George Orwell e de Aldous Huxley, lembrar-se-á certamente das advertências que faziam em relação ao falso progresso num mundo administrado por uma espécie de polícia do pensamento. Nós, cidadãos, sentimo-nos naturalmente inquietos com estes monopólios. É natural que estes grandes grupos tenham a tendência para subtilmente condicionarem a mentalidade e o pensamento à escala planetária. Se analisarmos o papel dos Media nos dias de hoje na criação ou destruição de produtos, verificamos que os mesmos fazem e desfazem o que querem de acordo com as suas vontades. Recentemente participei nas eleições para um grande clube de futebol, onde se apresentaram 2 listas a votos. A lista onde eu estive integrado apresentou-se como uma lista de rigor, com projectos inovadores, e cujo principal objectivo era devolver o clube aos sócios. A segunda não apresentou ideias, limitando-se a copiar partes do nosso programa, recusou-se a participar em debates, não fazia a minima ideia dos numeros financeiros do clube, nem sequer o numero de sócios activos (e admitiram publicamente esta ignorância).... isto apesar de ser constituida pelas mesmas pessoas que nos 13 anos anteriores tinham gerido o clube. A segunda lista acabou por ganhar as eleições com 89% dos votos expressos. Qual a diferença entre as candidaturas? A candidatura vencedora tinha o apoio incondicional dos órgãos de comunicação social, através de comentadores que faziam parte das suas listas, e de jornalistas a quem interessava manter dentro do clube as mesmas pessoas, que assim lhes continuam a fornecer conteudos. De facto ter os Media do nosso lado, ajuda e muito. A ideia romântica de que os órgãos de comunicação social têm como missão informar, esclarecer e transmitir conhecimento está há muito ultrapassada. Para os grandes grupos económicos, a informação é uma mercadoria como outra qualquer. O debate democrático sai claramente derrotado neste confronto. Hoje vivemos a era do directo, onde os grandes interesses económicos se sobrepõem a todos os outros. Assistimos pela primeira vez com a invasão do Iraque à guerra em directo, da mesma forma a que assistimos a jogos de futebol, ou a qualquer outro banal evento. O que se vende hoje em dia nos Media? Emoção e publicidade. A emoção promove o consumo de outros produtos do grupo que por sua vez vão gerar mais receitas de publicidade para o grupo. A Super Informação vem quase sempre associada à hiperemoção. Esta realidade já é antiga, mas tradicionalmente estava reservada para a chamada imprensa sensacionalista, demagógica, que manejavam o espectáculo e o choque emocional a seu belo prazer. Enquanto isto, os Media de referência apostavam no rigor, banindo as emoções e interpretações para se cingirem aos factos. A televisão veio inverter esta escala de valores, transformando os espaços informativos em autênticos espectáculos de entretenimento. Tudo acaba por se resumir a emoções que levam ao consumo. Se atentarmos na forma como as notícias nos são dadas, entendemos melhor algumas ideias pré-concebidas que criamos! A situação do médio oriente é gritante! Analisem o vocabulário que é usado… Tudo isto gerido pelas grandes agências noticiosas que servem os interesses superiores dos seus proprietários, que no fundo apenas querem gerar mais valias, para valorizar as suas acções no mercado de valores… Voltando ao caso que referi anteriormente, quando da invasão do Iraque, todos os meios de informação sucediam imagens em tempo real da frente de batalha, com ligações a Washington, ao Cairo, a Bagdad… todos os aspectos desta situação encontraram interligação! Era o Zapping em tempo real, a um ritmo acelerado, como se tudo fosse um filme de acção de Hollywood. Muito se falou recentemente da asfixia democrática, mas na realidade o que temos é o controlo económico da democracia, através dos orgãos de comunicação social. Os Media estão a assumir neste século XXI um papel preponderante. A nova indústria da comunicação pode ser um grande factor de desenvolvimento. No meio da revolução tecnológica constante em que vivemos e da crise económica que nos assola, poderão surgir novas oportunidades. A era da globalização económica, onde a economia real é dominada pela esfera financeira parece ter os dias contados. Uma nova ordem terá necessariamente que surgir, suportada nas auto-estradas da informação e nas mudanças dos paradigmas económicos e financeiros que se avizinham. Se não nos esquecermos que tanto nos media como em qualquer outra actividade económica o objectivo é sempre a produtividade, então compreendemos que nesta nova ordem, o poder dos Media continuará a existir apesar de se preverem grandes alterações na sua forma de actuação. A informação continuará certamente a ser um produto de primeira necessidade. Quem fornece os mesmos passará a ser o indivíduo, que na sua casa, no seu computador, divulga informação através das redes sociais, e dos blogs. Indivíduos como eu, ou como o leitor. Afinal, hoje é cada vez mais verdade, o Mundo está mesmo na palma das nossas mãos.

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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
EKL and the Movies....

Hoje trago-vos mais uma boa história contada em português do Brasil, de forma competente e muito fluida. O filme chama-se “A Mulher Invisível” e vale mesmo a pena assistir!

 

Algures no Rio de Janeiro, o sensível Pedro, adora a sua mulher Marina, e naturalmente espera uma vida convencional, casado e com filhos. Na porta do lado vive Vitória (representada de forma muito interessante por Maria Manoella), casada com um policia duro e mal educado, e sonha com o romantismo de Pedro, que ela ouve através da parede que liga a sua cozinha à sala do lado.

Marina revela a Pedro que está grávida… só que o pai não é ele, mas sim um amante alemão… e abandona-o, deixando-o bastante deprimido. O seu melhor amigo, Carlos, convence-o a ter sexo com todas as mulheres…. Pedro tem um colapso, e decide ficar sozinho. Uma noite a bela Amanda (representada pela magnificamente bela Luana Piovani) bate à porta de Pedro para lhe pedir uma chávena de açúcar para fazer um bolo… apaixonam-se imediatamente, o que permite a Pedro recuperar o sentido da sua vida. Amanda é tudo o que Pedro sempre sonhou… Numa cena deliciosa, Pedro chega a casa e é recebido por Amanda que está a limpar o pó, em lingerie… porque não queria sujar o vestido!

 

Alguns críticos classificam este “A Mulher Invisível” como um filme vazio e predizível… mas na realidade, para além de ser um filme divertido, conta-nos uma história simples e acabamos por dar por bem empregue o nosso tempo.

O filme funciona baseado nas performances de Pedro e de Amanda (A Luana Piovani é indiscutivelmente uma das mulheres mais belas e sexys do cinema actual, e personifica mais uma vez a mulher ideal e perfeita!!!). A bela Vitória acaba por completar este trio amoroso.

 

Este é um daqueles filmes que não trazendo nada de novo em termos de cinematografia, acaba por se revelar um bom filme!

 



 

 

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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
EKL and the Movies....

Nos últimos tempos temos assistido a um surgimento de um novo cinema brasileiro. Chegaram-me recentemente às mãos dois filmes desta “nova vaga” do cinema brasileiro.

 

O primeiro, “Era Uma Vez…” é inspirado no clássico “Romeu & Julieta” de Shakespeare, abrindo-se assim enormes possibilidades de criar clichés. A velha história da menina bonita e rica (ou como chamam no Rio, Patricinha), que se apaixona pelo rapaz pobre, e sem estudos, oriundo de um bairro pobre (o chamado favelado). Grande parte do filme passa-se na favela do Cantagalo, que fica mesmo atrás de Ipanema. Infelizmente são frequentes os episódios de cidadãos de Ipanema que são apanhados por balas perdidas do Cantagalo… Este filme tem tudo para ser o típico filme das favelas…. Mas não é! Vai muito além disso! As interacções dos personagens secundários com os dois principais, as suas opiniões, os preconceitos que nos provocam, sem nós querermos. Uma história destas não acontece todos os dias….

 

O filme mostra como o lado “bom”, rico, bonito e elegante, devido aos seus preconceitos e medos, oprime, faz julgamentos precipitados, e acaba por destruir vidas, e até criar os próprios criminosos que tanto receia.

 

À primeira vista, as decisões do personagem principal são estúpidas. Mas… não o são! O personagem principal cresceu na favela, rodeado de medo, a pensar que ele nunca seria alguém como os outros jovens da praia, do lado bom da cidade. É este jovem oprimido e reprimido que até tem vergonha de revelar à rapariga que ele ama, que trabalha no bar da praia. E tudo isto acaba por afectar as suas decisões, porque acredita que os ricos nunca o irão compreender, e que ele deve ter medo deles!

 

Sim, há muitos clichés neste filme, mas também encontramos excelentes trabalhos de realização, e actores de elevado calibre. A abordagem é refrescante e bela, com um final muito forte e poético, apesar de ser difícil de aceitar… e não é aquele final feliz a que muito possivelmente esperaríamos assistir!

 

Deixo-vos o trailer:

 

 

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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
EKL Celebrates

Hoje é um dia de festa… o meu irmão celebra o seu aniversário… e por isso trago-vos uma das musicas que me habituei (cortesia dele, claro) a ouvir desde muito pequeno….

 

 

 

L.A. Woman – The Doors

 

Well, I just got into town about an hour ago

Took a look around, see which way the wind blow

Where the little girls in their Hollywood bungalows

 

Are you a lucky little lady in The City of Light

Or just another lost angel...City of Night

City of Night, City of Night, City of Night, woo, c'mon

 

L.A. Woman, L.A. Woman

L.A. Woman Sunday afternoon

L.A. Woman Sunday afternoon

L.A. Woman Sunday afternoon

Drive thru your suburbs

Into your blues, into your blues, yeah

Into your blue-blue Blues

Into your blues, ohh, yeah

 

I see your hair is burnin'

Hills are filled with fire

If they say I never loved you

You know they are a liar

Drivin' down your freeways

Midnite alleys roam

Cops in cars, the topless bars

Never saw a woman...

So alone, so alone

So alone, so alone

 

Motel Money Murder Madness

Let's change the mood from glad to sadness

 

Mr. Mojo Risin', Mr. Mojo Risin'

Mr. Mojo Risin', Mr. Mojo Risin'

Got to keep on risin'

Mr. Mojo Risin', Mr. Mojo Risin'

Mojo Risin', gotta Mojo Risin'

Mr. Mojo Risin', gotta keep on risin'

Risin', risin'

Gone risin', risin'

I'm gone risin', risin'

I gotta risin', risin'

Well, risin', risin'

I gotta, wooo, yeah, risin'

Woah, ohh yeah

 

Well, I just got into town about an hour ago

Took a look around, see which way the wind blow

Where the little girls in their Hollywood bungalows

 

Are you a lucky little lady in The City of Light

Or just another lost angel...City of Night

City of Night, City of Night, City of Night, woah, c'mon

 

L.A. Woman, L.A. Woman

L.A. Woman, your my woman

Little L.A. Woman, Little L.A. Woman

L.A. L.A. Woman Woman

L.A. Woman c'mon 

 

Deixo-vos aqui uma versão bastante próxima do original….

 

 

 

Happy Birthday, BB….

 

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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
EKL and the Movies....

Quando vi o cartaz deste “Away We Go”, saltou-me logo à vista o nome do Realizador: Sam Mendes. Este é provavelmente o seu filme mais ousado. Para começar é difícil cataloga-lo… mas diria que é uma comédia, ao contrário dos anteriores filmes dele. Este filme leva-nos numa viagem pelos Estados Unidos (e Canadá) com o Burt e com a Verona, um casal que está a três meses de ter o seu primeiro filho.

Quando os pais do Burt decidem ir viver para a Europa, o Burt e a Verona decidem mudar-se para um sítio onde a criança possa crescer perto da família e dos amigos. Eles andam à procura de amor. Tentam com colegas, com família, com quase família, com ex-colegas da faculdade… tentam, e tentam encontrar o sítio perfeito para a criança crescer. À primeira vista pode parecer tarefa simples, mas como vamos compreendendo ao longo do filme, não o é.


O que distingue o Burt e a Verona é precisamente o facto de serem absolutamente normais. Comparando com outros casais que vamos vendo cruzar os seus caminhos ao longo do filme, eles são muito normais. Eles são pessoas normais com um sentido para a vida deles e com uma direcção que tentam seguir. Eles são espíritos livres, mas estão focalizados na tarefa que têm em mãos. É sempre bom ver pessoas que parecem pessoas com quem nós poderíamos manter relações de amizade, apenas porque são boas pessoas.

 

Estas pessoas também têm altos e baixos na vida, como toda a gente, mas confiam no poder do amor para se manterem à superfície. Eles têm os seus próprios ideais, e métodos, e é o amor que os une e ao bebé que os mantêm juntos.

 

É interessante ver que o Sam não transformou este filme na típica comédia romântica de domingo à tarde. Todos esses filmes são muito agradáveis, mas na realidade são todos iguais. O Sam mantem-se fiel aos seus propósitos o que resulta num filme espectacular. Outro aspecto que apreciei bastante foi a banda sonora, com bastante musica indie. O seu compositor escolhido foi o Alexi Murdoch que escreveu músicas maravilhosas para este filme.

 

Este é um excelente filme que vale por si próprio. Mais uma vez o Sam Mendes consegue um extraordinário trabalho de filmagem, e o elenco também é notavelmente dirigido. As personagens são pessoas reais a viver como qualquer um de nós.

 

Até os personagens secundários são ricos e intensos. Cada um deles poderia ter um filme sobre a sua vida, com as suas próprias histórias e perspectivas diferentes, bem como o estilo de vida.

 

Este é um filme sobre a vida e sobre as coisas que vamos encontrando ao longo da mesma.


O site oficial está aqui

 

 

 

 

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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
EKL's Life in Music

No dia que marca o 10º aniversário da partida da grande diva do fado, deixo-vos este clássico, na sua versão original….

 

 

Se uma gaivota viesse

Trazer-me o céu de Lisboa

No desenho que fizesse,

Nesse céu onde o olhar

É uma asa que não voa,

Esmorece e cai no mar.

 

Que perfeito coração

No meu peito bateria,

Meu amor na tua mão,

Nessa mão onde cabia

Perfeito o meu coração.

 

Se um português marinheiro,

Dos sete mares andarilho,

Fosse quem sabe o primeiro

A contar-me o que inventasse,

Se um olhar de novo brilho

No meu olhar se enlaçasse.

 

Que perfeito coração

No meu peito bateria,

Meu amor na tua mão,

Nessa mão onde cabia

Perfeito o meu coração.

 

Se ao dizer adeus à vida

As aves todas do céu,

Me dessem na despedida

O teu olhar derradeiro,

Esse olhar que era só teu,

Amor que foste o primeiro.

 

Que perfeito coração

Morreria no meu peito,

Meu amor na tua mão,

Nessa mão onde perfeito

Bateu o meu coração.

 

 

 

 

 

 


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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
EKL's Life in Music

Devido aos comentários que obtive no último post, hoje trago outra análise e critica a uma das músicas da minha vida.

A popular canção “Living on a Prayer” da banda Bon Jovi começa com a assunção de que esta história aconteceu à algum tempo… mas não muito! Aqui ficamos com a ideia de que se trata de um conto de fadas moderno. Contudo, ao lermos o poema, verificamos que é tudo menos um conto de fadas. O “Tommy” é um trabalhador das docas, e apesar de não ser um cavaleiro com a sua armadura brilhante, tenta sê-lo, chegando mesmo a colocar a sua guitarra (six string) numa loja de penhores. Como o príncipe encantado das histórias, o Tommy representa todos os homens, idealisticamente. Da mesma forma, “Gina” não é nenhuma princesa, mas como as mulheres reais, ela representa a dama em apuros, que precisa de ser protegida. Desta forma, o “Era uma vez” que surge na introdução sugere uma intenção irónica de contar uma história real de pessoas reais, sob a forma de conto de fadas!

Esta história relata factos históricos que aconteceram em New Jersey, nos anos 70. A greve que ele fala organizada pelo sindicato (Longshoreman’s Association) é a greve de 1977. Quando em 1986 esta musica foi escrita, refere-se ao ano de 1977, como à não muito tempo atrás…

 

Celebra-se exactamente hoje o trigésimo segundo aniversário do inicio desta greve, que foi muito selectiva. Os trabalhadores das docas apenas se recusavam a descarregar a mercadoria que era tratada posteriormente por máquinas, e assim roubava trabalho dos membros do sindicato.

Claro que sendo Tommy um jovem, e havendo menos trabalho, ele é prejudicado, uma vez que durante a greve os membros mais antigos do sindicato é que têm a preferência para os trabalhos que sobram.


Esta greve não foi apenas dura para o jovem Tommy… foi dura para toda a América. Dados históricos do Washington Post mostram que a costa Este perdeu 70% do tráfico marítimo.

Dezenas de milhares de empregados foram colocados em Layoff e esta greve teve um custo de 1.3 Biliões de Dólares. Curiosamente nesta altura, o peso dos brinquedos “Star Wars” era muito significativo.

Claro que a história do Tommy teve um final feliz. No dia 14 de Novembro, foi anunciado um acordo em que os trabalhadores dos portos recebiam virtualmente tudo o que exigiam, incluindo um aumento de 30% no salário, com retroactivos a 1 de Junho!

A questão que o Bon Jovi deixou uma grande questão por responder… O Tommy voltou ao trabalho, e no inicio de Dezembro, começou a descarregar brinquedos da Star Wars, e tinha um cheque generoso à sua espera. Será que ele foi capaz de comprar a sua velha guitarra de volta?


Deixo uma última nota sobre esta música. Apesar de todo o seu significado histórico, há uma linha de pensamento filosófica escondida nesta canção. A verdade é que esta música, não é uma musica de incentivo, nem de luta, nem de reacção. Esta música enquadra-se perfeitamente na linha de niilismo existencialista. Refiro-me em concreto ao verso:

 

It doesn’t make a difference if we make it or not.

 

Once upon a time

Not so long ago

 

Tommy used to work on the docks

Unions been on strike

He is down on his luck...it’s tough, so tough

Gina works the diner all day

Working for her man, she brings home her pay

For love - for love

 

She says we’ve got to hold on to what we’ve got

‘cause it doesn’t make a difference

If we make it or not

We’ve got each other and that’s a lot

For love - well give it a shot

 

Whooah, were half way there

Livin on a prayer

Take my hand and well make it - I swear

Livin on a prayer

 

Tommy’s got his six string in hock

Now he’s holding in what he used

To make it talk - so tough, its tough

Gina dreams of running away

When she cries in the night

Tommy whispers baby its okay, someday

 

We’ve got to hold on to what we’ve got

cause it doesn’t make a difference

If we make it or not

We’ve got each other and that’s a lot

For love - well give it a shot

 

We’ve got to hold on ready or not

You live for the fight when its all that you’ve got

 

 

 

 

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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
EKL's Life in Music

Hoje trago-vos uma música dos Red Hot Chili Peppers, de 1992. Esta música (Under the Bridge) foi a segunda extraída do álbum “Blood Sugar Sex Magik”. Baseada num poema do Anthony Kiedis, relata o sentimento de solidão e reflecte o impacto das drogas na sua vida. Curiosamente, o Anthony não acreditava que a musica se enquadrava no reportório dos Red Hot, e foi o produtor Rick Rubin que teve que lhe implorar para ele mostrar a música aos seus colegas! Quando leram o poema, ou colegas ficaram muito agradados, e começaram logo a escrever a música!

 

Foi com esta musica que os Red Hot entraram para o mainstream, e catapultou-os para os tops… Curiosamente, foi este sucesso repentino que levou à partida do guitarrista John Frusciante, que preferia a banda quando era menos conhecida, e não conseguiu lidar com a pressão do sucesso.

 

Quando escreveu este poema, Anthony Kiedis passava por um período em que se sentia perturbado e emocionalmente esgotado. Ele estava sóbrio à três anos, e sentia que isto o afastava dos seus colegas. Enquanto trabalhavam no Blood Sugar Sex Magik, o Frusciante e o Flea fumavam muitas vezes marijuana juntos e era normal ignorarem e negligenciarem o Kiedis… Este estado de depressão levou a que ele se lembrasse constantemente da sua anterior dependência de heroína e de cocaína, durante a sua relação anterior…

 

O desânimo que estava a viver, bem como as memórias da sua ex namorada Skye, e do uso de drogas, potenciaram os seus problemas emocionais: "the loneliness that I was feeling triggered memories of my time with Ione and how I'd had this beautiful angel of a girl who was willing to give me all of her love, and instead of embracing that, I was downtown with fucking gangsters shooting speedballs under a bridge

 

Quando Kiedis começou a sentir a alienação dos seus companheiros, começou a crer que a cidade de Los Angeles era a sua única companhia: " I felt an unspoken bond between me and my city. I'd spent so much time wandering through the streets of L.A. and hiking through the Hollywood Hills that I sensed there was a nonhuman entity, maybe the spirit of the hills and the city, who had me in her sights and was looking after me." O verso "Sometimes I feel like/My only friend/Is the city I live in/The City of Angels/Lonely as I am/Together we cry" mostra-nos a relação directa entre o isolamento do Kiedis e a sensação de que ele estava muito sensivel.

Apesar destas emoções, Kiedis acreditava que a sua vida era muito melhor, sem vícios de drogas.

 

Foi este optimismo que deu origem ao verso principal do poema: "I don't ever want to feel/Like I did that day/Take me to the place I love;" Em que o sitio que ele ama é a representação dos seus colegas, amigos e familia.

 

Um dos versos mais notáveis na canção fala sobre os efeitos das drogas duras, o seu papel na destruição de muitos relacionamentos passados Kiedis, e o impacto sobre sua felicidade. Baseada numa das experiências Kiedis, o verso de "Under the Bridge " mostra a forma como ele tentou infiltrar num gang localizado debaixo de uma ponte, fingindo que a irmã dum dos membros tinha sido sua noiva, apenas para comprar drogas. Apesar de ter tido sucesso, Anthony considera este um dos piores momentos da sua vida, porque demonstrou até onde é que ele estava disposto a descer de forma a alimentar o seu vicio. Ele não revela a localização da ponte, apenas dizendo que é na baixa….

 

 

 

 

 

Sometimes I feel

Like I don't have a partner

Sometimes I feel

Like my only friend

Is the city I live in

The city of angels

Lonely as I am

Together we cry

 

I drive on her streets

'Cause she's my companion

I walk through her hills

'Cause she knows who I am

She sees my good deeds

And she kisses me windy

I never worry

Now that is a lie

 

I don't ever want to feel

Like I did that day

Take me to the place I love

Take me all the way

 

It's hard to believe

That there's nobody out there

It's hard to believe

That I'm all alone

At least I have her love

The city she loves me

Lonely as I am

Together we cry

 

I don't ever want to feel

Like I did that day

Take me to the place I love

Take me all that way

 

Under the bridge downtown

Is where I drew some blood

Under the bridge downtown

I could not get enough

Under the bridge downtown

Forgot about my love

Under the bridge downtown

I gave my life away

 

I'm just trying to be a better person. My name is

EKL!

 

 

 

 


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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
EKL Celebrates

No dia em que coloco o meu post numero 200, trago-vos uma musica “clássica” dos Poison.

 

Esta banda surgiu em 1983, quando Bret Michaels se juntou com amigos para fazerem aquilo que mais gostavam… Rock n’Roll! A musica de hoje é o “Unskinny Bop” e é reveladora do estilo Glam Metal que na altura se praticava…. Um clássico moderno!

 

Whats got you so jumpy?

Why cant you sit still, yeah?

Like gasoline you wanna pump me

And leave me when you get your fill, yeah

 

Every time I touch you honey you get hot

I want to make love you never stop

Come up for air you push me to the floor

Whats been going on in that head of yours

 

Chorus:

Unskinny bop

Just blows me away

Unskinny bop, bop

All night and day

Unskinny bop, bop, bop, bop

She just loves to play

Unskinny bop nothin more to say

 

You look at me so funny

Love bite got you acting oh so strange

You got too many bees in your honey

Am I just another word in your page, yeah, yeah

 

Every time I touch you honey you get hot

I want to make love you never stop

Come up for air you push me to the floor

Whats been going on in that head of yours

 

Chorus

 

Youre sayin my love wont do ya

But that aint love written on your face

Well honey I can see right through ya

Well see whose ridin who at the end of the race

 

Solo

 

Whats right

Whats wrong

Whats left

What the hell is going on

 

 
Every Rose Has It's Thorn,


EKL!
 

 


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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
EKL and the Movies....

Na BBC ontem à noite noticiaram aquela noticia que toda a gente esperava. No fundo, não passou da crónica de uma morte esperada, mas mesmo assim, deixou-me triste. A morte de Patrick Swayze era mais do que esperada, mas mesmo assim, não deixa de ser marcante, pela luta que durante os últimos anos ele travou contra o cancro. Infelizmente, foi derrotado!

A melhor forma que encontrei de recordar a memória dele, foi rever o ultimo filme protagonizado por ele. “Powder Blue” não teve nos cinemas o destaque que merecia, apesar de ser um extraordinário filme, com diversas histórias interligadas, tendo como pano de fundo as diversas intersecções da cidade de Los Angeles. Se à boa história juntarmos um elenco absolutamente fantástico, estamos na presença de uma formula de sucesso para a realização de um bom filme.

A acção deste filme desenrola-se nas ruas sombrias e pobres da cidade de Los Angeles, (um pouco como o “Solista” que já comentei neste espaço), focando a sua atenção na vida dos quatro personagens, que nos vão mostrando como é duro o seu dia a dia, com os seus problemas, até que acabam todos por se encontrar, por acaso, destino, por sorte... enfim, acabam por ver os seus caminhos cruzados.

A Jessica Biel continua a ser sempre absolutamente linda e é um prazer vê-la brilhar no papel de uma jovem mãe solteira, desesperada, com um filho às portas da morte, e cuja única esperança é trabalhar como stripper, de forma a manter o seu filho, e o seu vicio de cocaína! Absolutamente irreconhecível, o Patrick Swayze  faz de “agente/dono” do clube de strip em que ela trabalha. O Ray Liotta faz de ex condenado, acabado de ser libertado, que tem um cancro em fase terminal, que acaba por descobrir através da personagem da Jessica que afinal a vida tem momentos bons. O Forrest Whitaker faz de um homem que se sente desesperado, por ter perdido completamente a vontade de viver, após perder a sua mulher, e que faz de tudo para ser morto. Para finalizar o leque de personagens principais, surge um jovem proprietário de uma casa mortuária, desempenhado por Eddie Redmayne, cuja existência solitária acaba, pelo destino, por encontrar o amor na personagem da Jessica Biel.

O filme é bastante forte, e a mensagem que transmite é que independentemente do desespero que cada um de nós pode experimentar na sua vida, há sempre a possibilidade de reencontrar a esperança, e que todos nós temos um destino. Independentemente das diferenças e da complexidade das pessoas, acabamos por ser todos iguais, na medida em que os nossos caminhos acabam por se cruzar, para ajudar-nos mutuamente, a alcançar um fim sereno e pacifico.

Este é um grande filme, com um elenco de alta qualidade, que nos mostra que a vida é uma dura luta, mas que com o apoio dos outros ( e nem sempre dos que nos rodeiam mais de perto), acaba por haver esperança.

So… let’s look at the trailer:

 



Hope is found in the darkest places,

EKL!

 

 


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As Published By... EKL às 09:50
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